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Reagindo à Globalização de Educação nas Américas: Estrategias para Apoiar a Educação Pública

A educação pública deve desempenhar um papel central em qualquer sociedade que valoriza a democracia e a justiça social.  Assim o apoio da educação pública deve ser um elemento chave da programa de grupos que têm compromisso para construir suas sociedades mais democráticas e iguais.  A globalização, tal como está desenvolvendo atualmente, ameaça os valores de democracia e igualdade social e os sistemas de educaçao pública que refletem e apoiam aquêles valores.

Êste análise do impacto de globalização sob educação tem seis partes:

  1. A natureza neo-liberal do processo de globalização;
  2. Globalização neo-liberal e educação;
  3. Como estão sendo realizadas as políticas neo-liberais na educação;
  4. Como acordos internacionais de comércio e inversão, tratados e blocos comerciais estão relacionados com as políticas de educação;
  5. O processo da Área de Comércio Livre das Américas e a Programa de    Educação Inter-Americano; e
  6. Sugestões de estrategias trans-nacionais para a defesa da educação pública.

1.   A natureza neo-liberal do processo de globalização.

É possível conceber uma globalização que seja amigável com a democracia, igualdade social e um ambiente meio saudável.  De fato, sucessos de uma “globalização de abaixo” podem ser identificados.  Por exemplo Greenpeace tem influenciada as políticas de corporações através de suas campanhas com respeito a variados assuntos relacionados com o  ambiente meio.  Algumas setores do movimento trabalhista têm dado apoio solidário aos trabalhadores em luta em outros paises.  Às vezes isto tem dado a força adicional necessário para ganhar uma vitória para os direitos trabalhistas.  Uma coalição internacional de ONGs, ocupando o Internet para disseminar informação e crítica, tomou um papel chave na paralização das negociações do Acordo Multilateral de Investimentos (MAI) dentro das instituções da Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento (OECD).

Entretanto, a maioria do que está chamada globalização não é amigável com o ambiente meio, os direitos dos trabalhadores, nem a quem apoia a intervenção do governo na causa de justiça social.  Como um exemplo do sentido e poder da maioria dos esforços para a globalização, basta ver os princípios atrás do MAI.  Mesmo que as negociações para impôr êstes princípios foram bloqueados pela OECD, os mesmos estão sendo posto na mesa para a tal chamado “millenium round”  de negociações da Organização Mundial de Comércio programadas para novembro de 1999 no Seattle nos Estados Unidos.

As políticas neo-liberais são caracterizadas pela “mercadização” de atividade toda.   Neo-liberais querem que serviços públicos que antes existiram para o bem estar social agora sejam privatizados.  No lugar de sendo gratuito para todos, independente do nível econômico de cada um, tarifas seriam cobradas a quem usa o serviço.

Educação pública gratuita tem um efeito igualizador nas sociedades.  Garantiza que as crianças podem ser formadas  independente dos recursos econômicos de suas famílias e assim contribue à igualdade social.  A perda de educação pública universal sempre causa mais desigualidade nas sociedades.

A globalização neo-liberal não só diminue gastos públicos nem transforma pelo mercado programas que antigamente foram organizadas pelo governo e pagado com impostos.  Também é requisito que os governos abram suas economias à concorrência extrangeira, eliminando tarifas e outros impedimentos às corporaçoes trans-nacionais para tomar controle dos mercados locais.

O impacto da globalização não limite-se ao comércio e produção nem aos serviços que até agora têm sido públicos, tal como a educação.  Também impacta na cultura, freqüêntemente esmagando a cultura local com um produto cultural trans-nacional e homogêneo, descrito por Peter McLarean como a “cultura global de diversão.”  A eliminação dos impedimentos legais à chegada da cultura trans-nacional e comercial é um fator no esmagação da cultura local.  Ainda outro fator é o desenvolvimento de tecnologias que em si mesmas acabam com fronteiras.

As novas tecnologias de informação podem ser usadas como instrumento para combater neo-liberalismo bem como a campanha contra o MAI usou o Internet para organizar internacionalmente.  Portanto, mesmo que os instrumentos das teconologias de informação e comunicação são importantes para os que opone a globalização neo-liberal, só tem significação mínima quando comparado à habilidade de um punhado de corporações de midia trans-nacionais para inundar o mundo com televisão, video, filme, agências de notícias e música.  O impacto destas corporaçoes de midia global está descrito por Waters como controle pelos multi-nacionais da cultura e suas normas para a produção, intercâmbio e a expressão de signos e símbolos – significações, crenças e preferências, gostos e valores (Waters, 1995).

Todos êstes sentidos da globalização neo-liberal têm um impacto importante na educação.  Afeitam quem escolha o currículo, de que maneira a educação está entregada, quem tem acesso à educação e a quanto, e como o que acontece nas escolas tem importância nas experiências culturais de quem está sendo formado.  Algums dêstes assuntos estão tratados por Carlos Lopez em um estudo do impacto de 15 anos de neo-liberalismo na educação.

2.  Educação e a Globalização Neo-Liberal.

A educação é uma área grande de gastos govermentais e assim potencialmente é um alvo significativo para privatizações.  Tem importância no projeto neo-liberal por causa do tamanho do mercado que representa, a importância central da educação à economia, e o possível ameaça à globalização pelos corporações se a educação consiga produzir uma cidadania crítica em favor de uma sociedade democrática.

Enquanto a educação básica está financiada principalmente pelo estado na maioria de paises, os custos altos aos governos fazem que a educação torna-se um alvo atrativo para cortes aos gastos.  Nos paises menos desenvolvidos, cortes estão dirigidos por programas de ajustes estructurais (PAE) impostos pelo FMI.  Cortes aos gastos têm resultado na limitação dos  salários dos professores, criando piores condições para ensinar e em alguns casos a imposição de tarifas de usuário.  Nos paises desenvolvidos cortes semelhantes estão justificados com a necessidade de cortar impostos no nome de “concorrencia global” e assim os recursos diponiveis para os serviços públicos.  Enquanto os mecanismos usados variam entre países mais e menos desenvolvidos, têm resultados semelhantes na educação pública.  Isto, com freqüência, está acompanhado pelo crescimento da educação privada para quem tem recursos, e assim a criação de uma educação de dois níveis.

A enormidade de educação está ensinada por Education International, a secretariado internacional para sindicatos de educação.  Diz, “Gastos na educação pública global estão em cima de um trilião de dólares.  Êste número representa os custos de mais do que 50 milhões de profesores, um bilião de alunos, e centos de milhares de establecimentos educacionais através do mundo.”  Êste é a última grande área para ser explorado pelo setor privado se o setor pública possa ser substuido pelo menos em parte pela educação pública.

De acordo com o Background Note on Education Services da Oraganizção Mundial de Comércio, muita da educação básica atualmente não está dentro do regime comercial porque está “fornecido nem no comércio, nem na concorrência.”  Também observe que uma quantidade de paises crescente favorece participação privada que caberia dentro das regras do comércio internacional.

A Organização Mundial de Comércio identifica crescimento significativo no intercâmbio internacional de educação no nível pos-secundário.  As formas de intercâmbio incluem alunos estudando no exterior, marketing internacional de currícula e programas acadêmicas, o establicimento de franquias e branch campuses  junto com educação por distância.

O desenvolvimento de educação por distância oferece a chegada mais fácil para projetos de educação trans-nacionais.  Levados através de frontieras pelas novas tecnologias, podem ser oferecidos com menos custo no base trans-nacional  do que qualquer outra forma de educação.  As vantagems para lucro nesta área são semelhantes às de filme e de televisão.  Cursos podem ser desenvolvidos para um mercado e a maioria dos custos para desenvolver-os podem ser resgatados.  Com muita pouca inversão adicional êstes cursos podem ser oferecidos para outros paises a um preço baixo providenciando mais lucros.  Assim quem desenvolve cursos locais tem desvantagem real porque não pode produzir cursos aos mesmos preços oferecidos pelos trans-nacionais.  Assim não está surpreendente que a educação por distância está sendo promovido como uma forma de educação nêste contexto global.

Por longe os Estados Unidos é o exportador maior da educação por distância em um contexto de comércio internacional.  Assim não é surpreendente que foram os Estados Unidos que impôs a redução de impedimentos ao crescimento de exportação da educação para outros paises, ambos mais e menos desenvolvidos, na agenda da Organização Mundial de Comércio.  Além de ser um mercado para ser explorado, a educação também está central para a produção econômica.  A expansão de tecnologia está reduzindo no nível global a quantidade de produção que precisa de mão de obra, mesmo no caso das economias que estão baseados principalmente na exportação de matéria prima.  Também, produtos locais tradicionalmente feitos com muitos trabalhadores que têm pouco treinamento estão forçado fora do mercado, substituidos por produtos importados.  Os governos têm perdido o poder para usar a lei para proteger esta produção local.

Cada vez mais, o setor privado está interessado em definir as características de educação para que saim trabalhadores que serve as necessidades do setor privado.  Quando educação está vista mais no interesse público do que no privado, mais provavelmente inclue uma variedade de objetivos sociais e culturais junto com os econômicos.  Quando torna-se privada e parte do mercado, preocupações sociais e culturais perdem sua importância, a menos que também podem ser vistas como parte do sistema do mercado.

A maior ameaça às politícas neo-liberais é uma cidadania que está formada com a expectativa que sua sociedade seja democrática e que serva os interesses da sociedade, senão os interesses da capital global.  Eliminando educação pública, e as expectativas socias que implica quando está funcionando ao seu melhor, diminue a probabilidade que a população exigiria que o governo dá prioridade mais alta para proteger os interesses sociais e culturais do seu povo.

3.  Como estão sendo realizadas as políticas neo-liberais na educação?

Existe três instrumentos principais para disseminar as políticas neo-liberais na educação:  ideologia, acordos e tratados internacionais de comércio e inversão e agências internacionais, em especial os do FMI e o Banco Mundial.

Predominância da ideologia neo-liberal.

A ideologia tem um papel importante na criação de aberturas para uma mudança institucional.  A predominância de ideologia neo-liberal foi construido através de varias décadas.  Começou com intelectuais dedicados ao individualismo em cima de qualquer manifestação de interesses e ações coletivas.  Cresceu nas insituções tal como a Universidade de Chicago e outros falcudades de economia nas universidades.  Foi introduzido na política governmental do Chile após do golpe de 1973 e dominou os governos de Inglaterra e dos Estados Unidos nos anos 80s.  Ao mesmo tempo, as alternativas da isquerda perderam sua predominância na maioria de paises.  A ideologia do mercado, agora predominante, tem criado o que alguns chama uma ideologia de “monocultura.”  Quando as políticas neo-liberais estão criticadas, uma resposta comum é que “nao existe outra alternativa.”

Tratados de comércio e investimento.

A clima ideologica cria terreno fecundo para os interesses de capital global a transformar-se em políticas governmentais em todo lugar.  No caso de tratados internacionais de comércio e investimento os governos entram voluntariamente nos acordos que limitarão sua capacidade de atuar por parte de sua cidadania e isso está apresentado como uma mudança positiva.  Quando o NAFTA estava sendo debatido no Canadá, um núcleo de pesquisas neo-liberal dizia que uma das vantagems seria que proibiria que os governos ceder em frente das exigências de seus eleitores.

Dois acordos internacionais estão no processo de formação nêste momento, e devem ser de preocupação especial tanto para ser entendido como para lutar em contra:  Um e o Acordo Geral no Intercâmbio nos Serviços (GATS) o qual estará na negociação do millenium round na reunião de novembro da Organização Mundial de Comércio.  O outro é a Área de Comércio Livre nas Américas, o que está sendo desenvolvida através de uma série de Cumes das Américas.  O próximo dêstes cumes é programado na Cidade de Quebec no Canadá no 2001.

Enquanto a maioria pensa no mercadoria quando oussa a palavra comércio, os acordos atualmente sob consideração realmente focalizam muito mais nos investimentos e intercâmbio de serviços do que na mercadoria.  A economia mundial está cada vez mais uma de serviços, e tradicionalmente servicos tem sido feito por trabalhadores locais em uma economia local.  Esta situação está mudando rapidamente, especialmente porque a tecnologia faz possível que serviços sejam providenciados em qualquer lugar do mundo – por exemplo, centros telefônicas no Caribe para servir clientes canadenses e procesimento de dados feito nos Filipinos e transmitidos por satelite para uma companhia nos Estados Unidos.

David Korten ensina que, “O motivo real daqueles que promovem êstes acordos comerciais não e para eliminar fronteiras, senão reajustar-os para establecer que o que uma vez pertenecia à comunidade e que estava compartilhada pelos moradores, agora pertenece às corporações para o lucro de seus dirigentes e acionistas.”

Acordo Geral no Intercâmbio nos Serviços (GATS) e a Organização Mundial de Comércio.
A Organização Mundial de Comércio, (pagina electrónica <http://www.wto.org/wto/services/services.htm>,  descreve o GATS na maneira seguinte:

“O GATS é o primeiro acordo multilateral para providenciar direitos com a força da lei ao intercâmbio de todos os serviços.  Tem compromisso intrínseco que o processo de liberalização continua através de negociações periódicas.  Também é o primeiro acordo multilateral de investimento do mundo, desde que trata-se não só de comércio trans-fronteira mas de todos os meios possíveis de providenciar um serviço, inclusive o direito de establecer uma presença comercial no mercado de exportação.”

Um representante de comércio para os Estados Unidos tem indicado que os Estados Unidos quer que todos os serviços – explicitamente inclusive a saúde e a educação – sejam incluidos nas negociações que vem no GATS.  Isto aumenta os interesses em jogo para quem acredita que a educação pública deve ser protegida de tornar-se apenas um produto e ser retirado de qualquer chance de controle democrático.

Os canadenses já tem visto o impacto de colocando serviços dentro da NAFTA (Área de Comércio Livre da América do Norte), efeitos que seriam replicados em um GATS amplificado para incluir a educação.  Um aspecto tem sido chamado o “efeito roquete” porque permite que as mudanças andam em um sentido só – até retirar cada vez mais do setor público, nunca permitindo o retorno de qualquer serviço privatizado até o setor público.

A maneira de abordar que está proposta no GATS tornariam-se automaticamente todos os serviços sujeitos às regras de comércio, tal como “tratamento nacional.”  “Tratamento nacional” significa que qualquer investidor do extrangeiro deve receber tratamento no mínimo tal favorável como qualquer fornecedor nacional do serviço.  Se, por exemplo, alunos têm direito a um subsídio a uma universidade, então alunos de qualquer universidade dos Estados Unidos que oferece programas no Canadá também tería direito ao subsídio.  Dá para perceber que estas medidas reduziriam bastante a capacidade do governo a controlar sua política social para servir os interesses de sua própria cidadania.

Mesmo se o serviço – tal como a educação – for declarado isento das medidas de GATS, havería pressão continua para desistir daquele isenção.  Uma vez que a isenção do serviço fosse eliminado, sería impossível na prática a retomar-o – o roquete só permite a entrada, e nunca a saída, de categorias baixo dos termos dos acordos.

Quem acredita que a educação deve ser preservada como sistema público devem juntar-se com outros para expressar sua oposição ao concordância de seus governos com a ideia de incluir as propostas derrotadas do MAI nas negociações do GATS.

A Área de Comércio Livre nas Américas (FTAA).

Uma série de cumes dos chefes de estado das Américas (sendo Cuba excluida) tem tido como objetivo a criação de uma área de comércio livre nas Américas.  O processo começou no 1994 com a conclusão das negociações prevista para 2005.  Os governos dos paises involucrados no NAFTA estão procurando uma política de ampliar os provisões no NAFTA para o hemisfério todo.  O governo canadense descreve isto como a criação de “regras comunes através do hemisfério, tornando-se mais fácil e menos burocrática a realização de negócios e desincentivando a corrupação.”

Um elemento do processo FTAA é diferente daquêles de outros acordos de comércio.  Na NAFTA, GATS e APEC (Cooperação Econoômica Asia Pacifica), educação está colocado completamente dentro do contexto econômico.  A educação está visto como um fator contribuente ao desenvolvimento econômico, ou como um serviço que deve ser visto como um produto sujeito a comércio e as regras do mesmo.  Isto está aparente especialmente no caso de APEC, o que tem dois comitês que trata-se de educação – o Núcleo de Recursos Humanos  e um Foro da Educação.  A agenda de ambos e a educação como um produtor de capital humana para a economia.

Por outro lado, o processo do Cume das Américas considera educação afora dos assuntos comercias sendo negociados.  O alcance da programa de educação também é diferente, sendo preocupado com os objetivos sociais da educação e não só os objetivos econômicos.

É um departamento do OEA e não negociadores de comércio que foram dado a responsibilidade para as iniciativas da educação.  A agenda para as atividades na educação pelo processo hemisférico está chamado a “Programa Inter-Americano da Educação.”  (O texto da programa encontra-se no web site da OEA: http://www.oas.org/udse/IntPrED.htm)

5.     A Programa Inter-Americana da Educação.

A Programa Inter-Americana da Educação é diversa e complexa.  Alguns elementos – pelo menos na sua retórica – são potencialmente progressistas, fornecendo espaço e a possibilidade de participação direita, focalizando nos direitos humanos e o desenvolvimento democrático.  Outros partes são provavelmente regressivos, debilitando o base de influência pública e promovendo uma agenda neo-liberal e pro-corporação.  A programa também fica muda em relação à influência grande do FMI, o Banco Mundial e seu parceiro regional, o Banco Inter-Americano de Desenvolvimento, nos rumos tomados.

Vários objetivos potencialmente progressistas estão colocados na Programa Inter-Americana da Educação:

  • Apoio para medidas que “torna-se universal o acesso a educação de alta qualidade para todos os setores da população, com atenção especial para grupos de risco.”
  • Estímulo para as programas que apoiam “meninas, meninos, a juventude e adultos que estão socio-economicamente vulneraveis.”
  • Estímulo para as medidas educacionais que contemplam direitos humanos, educação pela paz e valores democráticos, oportunidade e direitos iguais para homens e mulheres, e eqüidade de genero.
  • Estímulo para a colaboração de instituções com compromisso ao desenvolvimento educacional relacionado com a cidadania, para as sociedades multi-culturais e o desenvolvimento sustentável.
  • Estímulo para a consolidação e colaboração de instituções com compromisso com a educação indígena.
  • Fornecimento de apoio pelo desenvolvimento de sistemas de educação dos países em circunstâncias econômicas especialmente dificeis.

Todos dêstes objetivos, obviamente, estão abertos a interpretação.  Os quais recursos estão fornecidos e o quem realiza as atividades e como as intenções estão intendidas afeitarão muito se a potencial progressista está realizada.  Qualquer ou todos dêstes poderiam ser realizados em maneiras que, apesar das aparências, reforçam estruturas de poder desiguais.  Entretanto, a retórica das declarações pelo menos deixam espaço para propôr programas positivas da perspectiva da justiça social e desenvolvimento democrático.

Outros objetivos são mais problematicos.  Por exemplo, “Estimular a implementação cada vez mais de medidas confiaveis pela educação eficaz” provavelmente implica mais programas de exames uniformizados com o objetivo de tirar um análise de custo/benefício que somente um contador pode acreditar realmente representa o que acontece de verdade em uma situação educacional.  Semelhante, “a difusão de inovações bem sucedidas de educação para trabalho” podería significar a preparação da juventude para ser trabalhadores complacentes.  Promovendo o uso de tecnologia de informação para melhorar or treinamento de professores podería ser nada mais do que um jeito para o estado abandonar sua responsibilidade de fornecer treinamento bom para professores, deixando o treinamento deles pelo video e comunicação em base de computador só.

Talvez o aspecto mais problemático de todos na Programa Inter-Americana da Educação da OEA é sua falta de até mencionar o FMI, o Banco Mundial e o Banco Inter-Americano de Desenvolvimento.  Alguns dos problemas identificados são resultados direitos das políticas de mudanças estructurais do FMI.  Cortes de gastos govermentais com freqüência significam reduções nos recursos disponiveis pela educação pública e a introdução de tarifas de usuário.  Êstes têm o efeito de tornar-se impossível a educação universal, e deixar poucos recursos para promover educação indígena, igualdade de gênero e educação pela paz e valores democráticos.

As exigências impostas nos paises do sul pelo Banco Mundial e o BID para cumprir as condições dos empréstimos são freqüentemente em conflito com os objetivos positivos expressados na Programa Inter-Americana da Educação.  Muitas vezes chamam pela decentralização da direção de escolas, por exemplo.  Isto é enquadrado como promovendo eficácia e dando poder às comunidades.  De fato, um efeito comum e possivelmente a intenção, é reduzir a capacidade dos professores ou as comunidades a ter um impacto verdadeiro na política de educação.  Em vez de ganhar o poder de grupos grandes de professores e pais de alunos trabalhando juntos, estão divididos em unidades pequenas de fato sem poder e sem influência política para obter recursos e condições para conseguir educação para todos, igualdade e qualidade.

6.   Estrategias trans-nacionais pela defesa da educação pública nas Américas.

Grupos de pessoas com um compromisso trabalhando persistentemente na causa comum de justiça social podem fazer uma diferença.  Êste trabalho precisa de organização e coordinação, e requer coalições entre sindicatos, ONGs e outras organizações com um base social.  Algumas estrategias pela consideração de quem tem compromisso a defender a educação pública nas Américas são os seguintes.

1.  Defender a educação pública aos níveis locais e nacionais com uma estrategia que leva em conta o contexto global.  Informar e mobilizar os professores para participar nesta defesa.

Mesmo que muita da açao na defesa da educação pública sucederá ao nível local, é importante entender que o contexto global está delimitando as políticas nacionais e locais.  Todos nós podemos aprender um do outro sobre táticas bem sucedidas, compartilhando nossas estrategias e juntando nossas ações.

Dia Mundial dos Professores todo 5 de outubro é um exemplo de atividade global, o        que consiste de ações nacionais e locais.  No 1999 a Educação Internacional (EI) tem identificada como tema “Professores, uma força para mudança social.”

2. Enfrentar ideologia neo-liberal com uma programa alternativa pela educação pública nacional e internacional.

Parte da força estratégica do neo-liberalismo é que não tem alternativa.  Um elemento chave da estrategia de IDEA – Iniciativas para Educação Democrática nas Américas – é propor e debater alternativas que apoiam a educação pública como direito de todos.

3. Realizar pesquisas e análises e compartilhar-as com outros organizações nas Américas.

Muitos intelectuais e escritores, financiados por corporações e entidades internacionais, estão produzindo materiais que apoiam atitiudes neo-liberais.  É fundamental que os sindicatos e outros grupos que têm uma agenda alternativa produzem obras intellecutais que apoiam as alternativas ao neo-liberalismo.

4. Construir ligações de comunicação entre organizaçães com conferências e o uso do internet.

A campanha vitoriosa dos ONGs para bloquear a negociação do MAI ao OECD mostra a que ponto é preciso usar as redes de comunicação para manter ligações entre grupos e compartilhar informação, estrategias e sucessos.

5. Trabalhar nas organizações internacionais e regionais de professores e trabalhadores (por exemplo, Educação Internacional, CEA, FOMCA, CUT, ORIT) para desenvolver entendimentos e estrategias comunes.

Organizações internacionais de sindicatos de trabalhadores têm um papel chave. Têm redes existentes e mais recursos do que os grupos da sociedade civil, os quais podem ser utilizados para construir ligações através de fronteiras.  Podem refletir o interesse público, inclusive os interesses de trabalhadores, a entidades internacionais onde os governos estão criando e ampliando as estruturas neo-liberais globais.

6. Participar na construção de uma rede social global que tem como objetivo um   ambiente meio saudável e a justiça social, inclusive a educação pública. Utilizar êstes grupos para influir as decisões de organizações internacionais tal como a Organização Mundial de Comércio, o Cume das Américas e a OEA.

Organizações regionais e globais da sociedade civil estão fazendo ligações entre varios ONGs para pesquisar os assuntos, promovendo atitudes progressistas e desenvolvendo campanhas comunes.  Êstes grupos estão intervendo para que suas vozes estão ouvidos, organizando cumes alternativos e reunindo com os oficias do governo para plantear uma agenda que reflete uma preocupação com o ambiente meio e direitos sociais, econômicos e trabalhistas.

O governo canadense declara que tem compromisso de ouvir os pontos de vista da sociedade civil como parte do processo de negoiciação relacionado com a reunião   do Cume das Américas no Canadá.  O Plano Inter-Americano da Educação da OEA menciona as consultações com grupos que representam intellectuais e organizações de professores.  Ministros de educação das Américas reunem duas vezes por ano para discutir os desenvolvimentos do Plano Inter-Americano da Educação.

Atividades tal como a conferência IDEA (Iniciativas para uma Educação Democrática nas Américas)  no setembro/outubro no Quito, Ecuador, têm como objetivo asegurar que existe uma programa bem pensada e com apoio amplio para plantear a estas entidades internacionais sobre os assuntos que tem importância pela educação pública nas Américas.

A Aliança Social Continental é outra organização da sociedade civil que tem o objetivo de juntar grupos de trabalhadores, do ambiente meio e de ação social contra a agenda de globalização neo-liberal nas Américas.

Para que êstes esforços internacionais terem um efeito tem que ter um base social de ativistas que entendem a natureza do projeto neo-liberal e que apoiam uma sociedade global alternativa descrito por alguns como “globalização de abaixo.”

7. Participar em campanhas interncionais com o objetivo de conseguir direitos sociais, inclusive o direito a educação e o direito de trabalhadores formar organizações que fornecem proteção.

O sucesso da campanha “Jubilee 2000” para aliviar as dívidas das nações mais endividadas do Sul mostra que é possível para uma campanha internacional chegar a colocar um assunto na agenda global.  O modelo desta campanha deve ser estudado para desenvolver campanhas para lutar para direitos sociais, econômicos e trabalhistas como um parte da resposta às negociações globais e regionais de comércio.  A campanha para “cláusulas sociais” a ser incluidas nos acordos de comércio é uma meta sendo usada pela ICFTU (Confederação Internacional dos Sindicatos Livres) e pela Educação Internacional.

8. Desafiar constantemente o “culto do inevitavel” –  a ideia que não existe alternativa às políticas neo-liberais.

Aquêles promovendo a agenda neo-liberal têm o objetivo de derrubar oposição com a ideia que não tem alternativa que não seja eliminação dos direitos sociais, econômicas e trabalhistas assim tornando-se mais “flexiveis” as economias.  Eles argumentem que a transferência de cada vez mais poder às corporações e aumentando cada vez mais a desigualdade nas sociedades todas são nada mais do que efeitos collaterais inevitaveis.

A apresentação de alternativas práticas, junto com exemplos de campanhas bem sucedidas tal como a de “Jubilee 2000” e a oposição ao MAI, é essencial se vamos motivar resistência continua aos prejuizos feitos pelos acordos de comércio e investimento e a globalização neo-liberal.

~ Larry Kuehn, Diretor de Pesquisas e Tecnologia, Federação de Professores de British Columbia

 

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